terça-feira, 25 de janeiro de 2011

CONFORMADO? NUNCA

Finalmente entendi que não podemos entender o coração
ele é feito, forjado e cravejado de muita dor e emoção
por experiências geralmente chamadas de paixão e amor
então aprendeu a não conforma-se com a sensação e a dor
que neste jogo a partida já esta ganha
que nosso objetivo esta dominado
pois estar tranqüilo o coração estranha
ele quer mesmo é ser sempre instigado
conformado? nunca serei
pois assim sempre a amarei


domingo, 9 de janeiro de 2011

FORÇA DO PENSAMENTO

Pensamento é eletricidade
eletricidade gera magnetismo
magnetismo gera atração
atração gera colisão de destinos
a colisão transforma a matéria
e voltamos para mão do divino

pensei em uma mulher ideal para mim
então atrai você para meu destino
o destino me fez ser seu... em fim
ser seu me fez ser feliz como um menino

pensamento alimenta a alma
a fome de viver, da alma é alimento
a fome de viver saciada trás felicidade
a felicidade atrai bons pensamentos

conhecer você pelo poder divino
amar você pelo poder eterno
atrair você pelo poder da mente
ter você como um ser completo

RICARDO M. REIS

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Duvidas e Noticias

Saber é importante para o coração
quando e quanto queremos saber a razão?
saber de tudo? ou do presente para frente?
saber de tudo que rodeia a gente?
ou somente da pessoa mais importante para você?
eu ainda não sei para que serve saber
tentando todo dia inconscientemente entender
se a noticia importa mais que a ação
saber acalma o coração ou causa explosão?
o melhor é não pensar no que quer saber
então siga o coração e deixa acontecer
pior que não saber é imaginar, acontecer!
sofrendo por ainda não saber
sofrendo também por agora já saber

Ricardo M. Reis

sábado, 1 de janeiro de 2011

Voltando

Voltando a escrever....

fazer o que?


A vida é vazia?
enchemos ela de esperança e adicionamos alguns ingredientes
amor, paixão, emoção
qual o resultado padrão?
qual é a solução pra nossa mente?

vivemos de esperanças e sorrisos falsos
vivemos de explorar e sermos explorados
contrairmos e disseminamos sonhos
mas será que nos lembramos quem somos?

será que a caixa de pandora já se abriu novamente?
espalhando, aprisionando o caos na nossa mente
não no mundo, em cada alma ela penetra um dia
destruindo e nos evoluindo com sabedoria

destroços de mentes vazias restam pra contar o passado
mas agora outra caixa abrirá, será que estou preparado?
será que é hora de desistir da aventura
hibernar numa infinita conjugal tortura

pulando em uma piscina sem saber se tem agua
o pouso é incerto no vasto abismo do "nada"
mas não temos como controlar o coração
e pulamos novamente nessa imensidão

fazer o que?

tentamos não amar amando
tentamos não viver vivendo
tentamos não chorar chorando
tentamos não crescer crescendo

de: Ricardo M. Reis

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A carta da morte - (cap.5 coeficiente da morte)

Carlos Foi colocado dentro do Van preta dos agentes e agora seguia para a direção do Porto da cidade. Perguntou em seguida:
- Quem são vocês?
- Fique calmo senhor Carlos, logo você saberá de tudo. Meu nome é Anderson, vou cuidar de você. Disse o agente segurando firme o ombro de Carlos.
Ao chegar no Porto, entraram em um galpão aparentemente vazio, porém existia uma sala no fundo. A sala mais parecia um cubo de vidro, onde entraram rapidamente.
Parecia ser uma central de trânsito, com muitas câmeras espalhadas pela cidade. Carlos foi colocado em uma cadeira de onde um funcionário foi prontamente retirado por Anderson.

Carlos: - Que confusão fui me meter?!!

Anderson: - Você já ouviu falar em Ciência noética? O estudo dos fenômenos subjetivos da mente. Espiritismo, Astrologia, e outros estudos que buscam conhecimento da alma do homem e suas capacidades mentais ainda não exploradas.

Carlos: - Já ouvi falar sim, mas o que tudo isso tem a ver com um atentado em Brasilia?

Anderson: - Os cientistas americanos em conjunto com os nossos que são muito mais especializados nessa cultura do espírito, descobriram um modo científico calculado de fixar o coeficiente da morte. Com Medições e softwares avançados da noética juntamente com padrões fixos da astrologia e outros estudos, eles conseguiram ter a data e hora aproximada da morte de um indivíduo com relação ao quanto sua alma e atraída pelo mundo invisível. Quanto mais atração mais perto. Descobriram que todos nascem com seus destinos pré-fixados e com algumas variantes. A margem de erro foi de menos de 12%, excepcional para um estudo tão inacreditável.

Carlos: - Nossa!! mas e ai?

Anderson: - Tem muita gente querendo eliminar ou roubar esses estudos pois é extremamente valioso. O escritório fica no mesmo lugar do ataque anunciado.

Carlos: - Em Brasilia?

Anderson: - Isso mesmo. Agora temos a chave que abre a sala. A carta da morte que está com você.

Carlos: - Porque não arrobaram a porta?

Anderson: - Não seria possível. A bomba esta na porta e só você pode desarmar essa bomba.

Carlos: - Eu? porque eu?

Anderson: - Você não é programador? O software de criptografia da senha é seu. Você ajudou aos terrorista, quando entrou para o projeto de programação de código aberto do novo sistema operacional desse ano da Ubuntu Linux. Adicionou sua ajuda ao código sem saber que esse software seria usado para outros fins. Você não tem culpa mas esta nessa até o pescoço.

Carlos Engoliu a seco tudo aquilo e viu que não tinha mais jeito de voltar para casa. Agora estava sendo retirado da sala pelos agentes.
- Vamos para Brasilia agora! Disse Anderson.

continua....




sexta-feira, 14 de maio de 2010

A carta da morte - (cap.4 Agentes?)

Carlos ainda com medo estava agora tentando lembrar onde colocou a carta enquanto Alicie abria a sala ao lado onde havia um número incontável de armas e munições. Equipados, Carlos indicou o caminho.
- Temos que voltar para o meu apartamento. Ele disse.
- Droga! devem ter colocado homens a nossa espera, vamos ter que encarar. Você esta sendo procurado... é melhor não se separar de mim. Alicie tenta convencer Carlos de que ele não tem escolha.
Horas depois os dois estavam de frente para o apartamento de Carlos, em um táxi com vidros escuros, tentando verificar se haviam terroristas por perto. Após alguns minutos decidiram entrar pela rua dos fundos, pediram então que o taxista desse a volta na rua.
Entram no prédio vizinho e foram para os fundos do primeiro andar. Entraram na porta de emergência que era externa ao prédio, dando assim para pular até uma das sacadas do prédio de Carlos. Agora estando na casa de algum vizinho, Carlos se dirigiu até a porta levando Alicie nas pontas dos dedos. Arrombaram a porta para o corredor do primeiro andar e correram logo para as escadas.
Chegando ao andar de Carlos Alicie tratou logo de engatilhar a arma e se preparar para o pior. A porta já estava arrombada e aparentemente não havia ninguém no local, Alicie começou a procurar armadilhas e terroristas enquanto Carlos andava até o banheiro.
Carlos arrancou o sexto azulejo da parede do fundo do box e abriu um pequeno cofre escondido. Na sua cabeça vinha a lembrança de ter feito o cofre para algum dia ser útil mas nunca guardou nada de valor. Pegou a carta e sem querer a amassou fazendo que se revelasse uma espécie de cartão de memória em formato de chave. Ele não sabia ao certo o que aquilo escondido dentro da carta significava, mas tratou de guarda-lo e saiu correndo do banheiro.
Ao chegar na sala foi recebido com balas que atravessaram a janela na sua direção, viu Alicie se jogar para o chão e fez o mesmo. Correram para as escadas e escutaram pessoas subindo correndo.E resolveram subir mais. No terceiro andar eles foram alvejados e Alicie se jogou na primeira porta que viu aberta. Carlos não consegui a acompanhar e foi rendido pelos terroristas.
Todos olharam para o apartamento e viram apenas uma janela aberta com a cortina balançando com o vento. Alicie escapou porem Carlos e a carta ficaram.
- Agente Andersson! segura ele... vou atrás dela! Disse o homem de preto.
- "Pera ae!!!" AGENTE?
Carlos não entendeu, eles eram agentes do governo? A dúvida o levou as lágrimas.

continua...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A carta da morte - (cap. 3 - Alicie)

Ainda muito tonto Carlos acorda sendo arrastado pelo centro da sala por uma mulher que, com muita dificuldade, o conduz para fora segurando uma mescla de sangue e suor que seu corpo se tornou. Jazia na sala dois corpos de homens encapuzados mortos um com um tiro certeiro na cabeça e o outro baleado no peito.
O Rio de Janeiro não estava em seus bons dias porem a violência estava em segundo plano nos jornais, o foco maior estava no fato de uma imensa bacia de petróleo, dizem que dará ao Brasil um posto maior do que a Arábia tem no mundo atual. Ela está sendo disputada ferozmente por todos os políticos e estados do Brasil, tudo porque o presidente pretende repartir parte do lucro por todos os estados. Esse é o famoso pré-sal, o achado do século das indústrias petrolíferas.
Depois desse fato cada grande político do Brasil estava voltado para Brasilia, tentando influenciar na lei que regulamentará toda a distribuição dessa riqueza que será explorada. Carlos trabalhava como programador de softwares e a essa altura não entendia como, Brasilia e essa confusão toda, se encaixava na sua vida.
Carlos estava agora sendo levado pelo corredor do prédio e ao chegar na entrada foi logo colocado em um taxi que parecia ja esta a espera dos dois.
- Estação central do Brasil, rápido. ela disse ao motorista.
- Quem é você? o que está acontecendo? foi você que fez aquilo tudo?
Carlos estava sentado com a mão em seu ferimento tentando estanca-lo e aquela mulher mal encarada e ruiva parecia não ser da polícia porem Carlos estava feliz por estar vivo.
Ela o conduziu até o andar inferior do terminal de trens da central do brasil, acessando uma porta lateral que parecia ser uma entrada para funcionários. Chegando num corredor estreito logo entraram em uma porta escrita "Almoxarifado". Ao passar pela porta logo se percebia um grosso tapete numa pequena sala que mais parecia uma cela. A mulher retirou o tapete a abriu um alçapão que se mostrou. Desceram a escadaria para um longo corredor muito escuro que, após uma curva no seu final, daria para uma serie de salas com portas de ferro muito enferrujadas em uma parede sem outras saídas. Entraram na primeira sala a esquerda que havia um numero escrito a giz "343", e só depois disso ele conseguiu perguntar algo.
- Qual o seu nome?
Carlos olhava para aquela ruiva toda vestida de preto.
- Alicie, você teve sorte hoje. Eles mataram Ana e estavam esperando você.
Respondeu a ruiva com um olhar de alivio.
Carlos se enfureceu.
- Olha para mim, estou todo cheio de sangue, você acha isso sorte?
Alicie respondeu no mesmo nível.
- Era para você estar morto essa hora, de Graças a Deus! eu cheguei a tempo de levar você.
Os olhares estava se fitando cada vez com mais energia a ponto de dar choque.
- Olha só... não sei que é você ou o que você quer, mas tenho que ir, por favor, eu não tenho nada a ver com isso.
Carlos agora estava começando a ficar com medo ao perceber que estava trancado junta a uma mulher que a pouco tempo assassinou dois homem a sangue frio.
- Calma. Enquanto você estiver comigo você estará bem. Agora me conta tudo que a Ana falou com você ontem, talvez você possa sair rápido dessa situação.
Falou Alicie com um olhar tranqüilo e começou a explicar que aqueles homens eram de um grupo terrorista que pretendia explodir Brasilia para zerar todo cenário político brasileiro.
Carlos então perguntou:
- Eu vi Brasilia destruída hoje pela manhã e logo a tarde não havia mais nada na tv... o que está acontecendo?
- Esse vídeo foi reproduzido por todas as emissoras e foi criado pelos terroristas para ameaçar o governo caso aprovem a distribuição desigual dos lucros com o pré-sal. Acho que você não viu até o fim e perdeu a hora em que a emissora explicava que era apenas um vídeo logo após a liberação da rede. Eles hackearam a tv digital brasileira.
Explicou Alicie rindo.
Agora Alicie começava a escutar toda a história do dia anterior de Carlos e anotava tudo com muita atenção.
- Preciso dessa Carta da morte ! é uma carta que representa a mudança, é nossa maior pista. É mais do que uma simples carta... contando que era da Ana.
Disse Alicie com um ar de felicidade.



continua...

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